Congregação SSS – Província de Nossa Senhora de Guadalupe

“Deus me chama hoje, Amanhã será tarde demais!”

(São Pedro Julião Eymard)

ORIGEM

A Congregação do Santíssimo Sacramento foi fundada por São Pedro Julião Eymard em 1856. Seu intuito era levar aos fiéis a importância da Eucaristia e da Hóstia Consagrada.

Na verdade São Pedro Julião Eymard é a raiz da árvore que se chama Congregação do Santíssimo Sacramento, cujos os ramos se estendem pelo mundo, florescendo, frutificando e nutrindo a Igreja com o pão da Palavra e da Eucaristia. Ao doar-se por inteiro a Deus e aos irmãos, o Pe. Eymard nos deu o exemplo, para que cada sacramentino faça também o DOM DE SI.

A HISTÓRIA DA CONGREGAÇÃO

A noção de Agregação eucarística data da fundação da Congregação. Quando de seu primeiro encontro com Pio IX, em 20 de dezembro de 1858, pe. Eymard obteve do papa indulgências em favor dos leigos agregados. Pouco tempo depois, em abril de 1859, na folha que imprime sobre a Sociedade do Santíssimo Sacramento, menciona a Agregação, estabelecendo uma dupla exigência:

•Tomar parte no exercício da adoração ao Santíssimo Sacramento;

•Participar, com zelo, do serviço do culto ao Santíssimo Sacramento

A partir de então, envia cartas da agregação ou pequena sociedade para as pessoas que ele dirige.

Na verdade a Agregação se estruturou com abertura da 2ª comunidade em Marselha. O pe. De Cuers, enviado para organizar, preparou tudo durante o ano de 1859. A inauguração, por Monsenhor Mazenod, teve lugar em 9 de novembro de 1859. Pe. Eymard esteve presente, acompanhado dos padres Leroyer e Golliet, destinados os dois à nova comunidade. Eis aqui o texto do Jornal “La Maison de Marselle”.

O reverendíssimo pe. Eymard, superior da Comunidade, partiu de Paris às 14 horas, acompanhado dos padres Leroyer e Golliet, sacerdotes noviços, e chegou a casa às 19h e 30 min. Pe. De Cuers foi buscá-los na estação. Pe. Eymard deu a bênção do Santíssimo Sacramento na capela da Santíssima Virgem, repleta de fiéis, felizes com a chegada dos padres.

Depois de alguns dias, monsenhor Mazenod, bispo de Marselha, celebrou a Santa Missa na presença de grande número de fiéis e, em seguida, realizou a primeira exposição solene do Santíssimo Sacramento. Após a ação de graças, aceitou tomar café com a comunidade e visitou toda a casa. Sua reverendíssima demonstrou paternal benevolência para com todos.

Durante oito dias que se seguiram, pe. Eymard realizou pregações, juntamente com os padres Leroyer e Golliet. Os atos aconteciam pela manhã e à tarde. A participação dos fiéis era animadora.

Ao término das pregações de pe. Eymard, em 17 de novembro de 1859, monsenhor Mazenod instituiu canonicamente a Agregação em sua diocese e colocou seu nome no início do registro. Centenas de fiéis, e depois milhares, se inscreveram sucessivamente. A partir daí, a Agregação se estendeu a todas as comunidades dos Religiosos e das Servas do Santíssimo Sacramento. A comunidade de Marselha, com o zelo de pe. Leroyer, desenvolveu-se de maneira singular.

Pe. Eymard procurou logo normalizar a Agregação através de um Diretório e foi determinando seu espírito com suas pregações e escritos. Observa-se como distinguiu duas classes de Agregação:

• Simples ou pessoal, para pessoas isoladas, que se comprometiam a fazer uma hora de adoração por mês, seguindo os quatros fins do sacrifício: adorar, agradecer, pedir perdão e implorar.

• A Agregação criada em uma fraternidade, em uma paróquia, quando houvesse uma dúzia de pessoas. Com a continuação, a Agregação se uniria a uma terceira classe: aqueles que viveriam com o objetivo de levar uma vida mais eucarística e que, reunidos em comunidades familiares, formavam, no mundo, algo assim como um pequeno cenáculo religioso. Entre estas estavam as casas Bethânia ou as casas do Cenáculo, análogas às casas de Nazareth, na tipologia marista da Terceira Ordem de Maria.

Com a continuação, encarregar-se-á à Agregação da obra das Semanas Eucarísticas, com o objetivo de manter a iluminação da Exposição.

AS OBRAS PROPOSTAS PELA CONGREGAÇÃO:

  • A catequese dos pequenos e dos adultos que não tinham feito a sua primeira comunhão;
  • Dedicação à obra do Santo Viático, que consistia em preparar os enfermos para a recepção dos últimos sacramentos, preparando, sobretudo, para os enfermos pobres, um pequeno oratório para o santo Viático, e a organização de um cortejo ou acompanhá-lo na medida que se pudesse.
  • Manutenção do culto: limpeza, decoro das toalhas e ornamentos sacros, preparando dignamente o altar onde se realizaria a exposição do Santíssimo Sacramento, bem como a iluminação da exposição.

A ESPIRITUALIDADE

Quanto ao espírito – espiritualidade – da Agregação, Padre Eymard escreveu:

1. O amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu divino Sacramento, deve ser a regra e o fim da vida dos adoradores e formar o caráter de sua santidade.

2. Terão uma terna devoção à Imaculada Conceição da Santíssima Virgem, porque este mistério tem íntima ligação com o augusto mistério do corpo e sangue de Jesus Cristo.

3. Amar a santa Igreja romana como a digna esposa do Salvador e mãe na fé. Professar uma adesão filial ao sumo pontífice e uma religiosa veneração ao Bispo e aos padres, através dos quais Jesus Cristo se doa perpetuamente aos homens no sacramento de seu amor.

4. Fazer da verdade e da caridade a lei, invariável e inflexível de suas condutas e o próximo, porque Jesus disse “eu sou a verdade” (Jo 14,6)

5. “Deus é caridade” disse S. João (1 Jo 4,16).

PRINCIPIOS DOS SACRAMENTINOS

Pe. Eymard desenvolveu estes pontos em muitos textos do Diretório da Agregação, principalmente o primeiro, partindo:

• Do amor como princípio da vida;

• Da eucaristia como centro da vida;

• Da eucaristia como fim do cristão, dos dons, da piedade cristã, das virtudes cristãs e religiosas.

• Da eucaristia como perfeição das virtudes;

• Da eucaristia como fim do zelo cristão;

• Da eucaristia como a nobre paixão do coração.

Temos, assim, um esboço da espiritualidade proposta aos Agregados: centrada na Eucaristia, que é a fonte, o vértice e o término de toda a vida e missão da Igreja.

CONCLUSÃO

Pe. Eymard teve o cuidado de oferecer aos agregados (e sacerdotes) uma forma de espiritualidade inspirada na Eucaristia e que faz dela seu centro.

• Unindo a Agregação à Sociedade do Santíssimo Sacramento como um ramo secular;

• Associando-a às obras da Sociedade: obra da primeira comunhão de adultos.

• Propondo um modo de santificação na condição de cada um segundo seu estado.

“Hoje se constata um reflorescimento dos movimentos e dos grupos eclesiais que trazem para a Igreja um novo dinamismo de vida e atividade. Alguns desses são criações novas, porque o Espírito Santo suscita novas iniciativas, respondendo às necessidades dos tempos. Outros movimentos brotam do tronco da espiritualidade e de instituições já consolidadas há séculos. Entre estes últimos, ocupam um posto relevante as “agregações” que se juntam à herança dos institutos religiosos dos quais elas se dizem “agregados”.

“Eis o ideal de Agregação para pe. Eymard: da simples associação para adoração, conseguir ser “cenáculo” de leigos que, segundo seus estados de vida e suas obrigações, formam entre eles uma comunidade de vida e missão”.

(escrito por pe. Giuseppe Vassalli.)

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